...:::ATO I- O Temor:::..






Fazia vinte dias desde que os onze haviam sido mandados atrás da criatura neutra, com suas capacidades mentais podia discernir que nenhum deles estava presente no Sheol. Alguns rastros diziam que o hibrido ainda estava presente no mundo dos seres de barro. Mais ainda assim tudo ainda era um grande mistério. Lúcifer ficava sentado a frente de uma lareira gigante, mirando a dança das chamas com interesse incomum. O monstro que todos imaginam, estava na forma de um jovem de pele clara, esmerando a palidez, os cabelos negros dançavam conforme o ar quente das chamas vinha contra seu pálido rosto. Tinha um cabelo longo e preto, chegando ao começo das vertebras lombares. Olhos vermelhos como o poente solar. O filho da luz tinha olhos marcantes, cheios de mistério e desdém, uma tênue linha descia do canto dos seus olhos, alguma coisa estava intrigando o jovem regente. Suas mãos percorriam as páginas do livro, acompanhando cada centímetro do papel. Dos feudos infernais, este era um dos artefatos mais valiosos. O livro das tenebras segredava muito dos infernalistas. Desde a pré-existência, quando todo Sheol estava contido no coração de Satãn. Até a chegada de Lúcifer. Um livro velho, de folhas amareladas, capa marrom, de couro de dragão. A destra do homem troca de folha, sua respiração se torna pesada, os olhos se distendem, um sorriso desanexado é apresentado. Ficaria rindo sozinho por alguns minutos. Haveria acabado de descobrir oque o destino estava reservando. Havia alguém vindo visita-lo. Samael logo se levantou, fechando o livro com uma das mãos. O rapaz se vestia com uma espécie de túnica preta, as mangas longas até os pulsos, de gola alta que lhe cobria o pescoço. Nas extremidades do tecido havendo anéis vermelhos tingidos. Não usava nenhuma camisa por baixo, deixando o tórax ligeiramente amostra, deixando revelada a cicatriz transversal deixada por Miguel. Guiou-se até um extenso corredor passando por inúmeras portas de ferro negro, chegando a uma entrada com portas de folhas dupla. Moveu os braços pra frente, enquanto os finos dedos faziam espécimes de sinais. As portas são escancaradas, se chocando contra a parede, sem o moreno precisar toca-las.

-Todos alertas senhores, teremos uma inusitada visita. A exatos três minutos seremos celebrados com um ataque de um hibrido.  Então senhores, não se restrinjam, ou terei de palitar meus dentes com suas espinhas. 


Samael era carregado por uma voz imponente, numa tonalidade metálica, suas palavras pareciam debochadas no mesmo instante que servia de alerta. Estava diante dos seus sete duques. 


Beezlebub - Gula
Belial- Orgulho
Astaroth - Preguiça
Asmodeus - Luxúria
Mammon - Avareza
Lilith- Inveja
Belphegor – Cólera


Os sete estavam sentados em tronos de mármore branco, cada um mais alto que o outro, estando numa sala completamente alvejada. Os sete tinham diante de si, uma esfera de cristal carmesim flutuando sobre seus colos. As esferas mostrando pra cada um, uma imagem do feudo, juntos a Lúcifer, eles formavam uma espécie de senado que comandava todo Sheol. Foram as criaturas mais poderosas do seu tempo. Os duques não mostravam seus rostos, estavam incólumes por uma máscara de porcelana branca, vestindo terno preto, com a camisa alva, as mãos enluvadas, sem mostrar nenhuma parte do corpo. As máscaras pareciam a de bonecas de porcelana. É audível uma ostentação. Os sete levam suas mãos ao encontro da esfera, sua forma física se transmuta, sendo vertido num liquido translucido feito água, em mesmo instante os sete são tragados pelas esferas. O regente vai até o meio da sala, arruma sete velas vermelhas colocando-as sobre o acento dos duques. Com o livro em mãos entoa uma canção enquanto lê uma das páginas do livro. O ambiente se torna escuro e as sete pontos luminosos surgem afastados milimetricamente. Uma lisiluminescência rubra é rompida no ar e gotas vertem. O liquido se espalha, entrando em ranhuras no chão. As ranhuras formam um selo circular. O serafim havia acabado de talhar uma ferida em seu pulso, usando seu próprio sangue para convocar uma pequena pérola negra. O homem pega o pequeno artefato e se retira da sala. Enquanto se movia pelo corredor escutava explosões.



Onde outrora jazia uma sala de armas, agora estava totalmente destroçada, o vento invadia pelo arrombo criado por uma besta anômala  Uma criatura enorme, com mais de cinquenta metros. O monstro lançava seu punho esmagando tudo que estivesse a sua frente. Os sete conjuravam magia tentando prende-lo alguns minutos, mais tudo isso era em vão. A criatura era demasiadamente forte. Mammon conjurava um selo no ar, invocando milhares de correntes, o metal prendia dois braços do monstros, enquanto Belphegor se transmutou numa quimera. Patas de bode, garras e cabeça de tigre, assas de morcego e chifres de boi. A criatura alada explodia energia rubra, golpeando o gigante com toda força. Golpes cada vez mais violentos, executava socos que formavam bombas sonoras no ar.


 Lilith retirava agulhas negras do seu antebraço e estocava com tudo no braço do monstro. Veias brotam dos braços do gigante, num único golpe levanta os punhos estourando as correntes, quebrando as agulhas como palitos de dentes. A mão pega o monstro alado no ar,  o prendendo com força. Gera um soco, afundando o punho na parede que estavam os arqui-flechas  afundando o duque em meio aos entulhos. Samael chegou ao catastrófico ambiente. Balançou a cabeça pros lados, sua sala estava totalmente destruída  Armas que levou séculos pra achar, estavam aos destroços. Mordeu o lábio inferior, vociferando pra si mesmo.

-Bando de incompetentes. 


[Continua]

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