Coração Caótico
Órgão negro ativa os sentimentos mais obscuros recônditos no cerne das criaturas. O instinto sombrio traz a tona sentimentos destrutivos como a loucura, desespero, medo, decepção, luxuria, depressão, mágoa, desesperança, anarquia, ira, cobiça, ódio, transtorno, indiferença, deboche, depravação, imoralidade, discórdia e a corrupção.

Noventa dias de pura amargura e provação. Tendo a oportunidade da redenção, foi traído pelas palavras do falso encorajamento, tornando-se detido. Permanecendo no marasmo da insanidade. Visões das perdas sendo frequentes. Morria alguém todo dia. Em dias, já estava cercado por dezenas de putrefatos corpos. Uma carnificina irrefreável. Cheiro de podre insuportável, enquanto vermes escapavam da carne. Tendo perdido todos familiares e as bocas prosseguiam caçoando. Os corpos inertes e os lábios rindo. Podia apenas sentar e ficar esperando. Chão principiou a tremer, os cadáveres sofriam espasmos, espuma espeça e alva escorria pelos lábios. Em coro todos exaltados bradavam:
-Alforria, liberta-se, se guia para fora da caverna...
Se levantou uma garotinha com seu pescoço quebrado. Usava vestido rasgado nas bordas, maculado pelo sangue. Olhos opacos e sem vida, no canto da boca escorria um filete de sangue. Enfiou os dedos entre os botões frontais, estourando todos, revelando suas vergonhas. Uniu os dedos, penetrando as unhas na carne podre, a fibra em decomposição tornava fácil lacera-la. Expondo o Coração Corrupto, negro e cheio de veias vermelhas. Pulsava, agitando mostrando três arcarias dentarias verticais com afiados dentes. Que abria e fechava os lábios revelando as presas. Três orbes amareladas, mexiam as pupilas pra vários cantos. Se fixando em ______. A maior arcaria entreabriu, projetando uma assombrosa língua carmim. Suspensa na ponta uma corrente dourada, com um pingente rubro, em movimento de pendulo. Tremores vieram do solo. Imediatamente dois “astros” carmesins se exibem a vinte metros, brilhando com chamas incandescentes lambendo o ar. Lábios, nariz, orelhas, transformam a colossal face da encarnação da corrupção. Derme anoitecida, abarrotada dos olhos que outrora espiavam os movimentos do alvo. Oscilando no ar, longos cabelos abissais agitavam em aquáticos movimentos. Chifres retorcidos de bode brotavam das têmporas. Permanecia ante a colossal entidade sombria. Com sua altura titânica de 80 metros, incluindo três pares de asas, com penas escuras cobrindo o “firmamento”. Criando vendavais aos menores movimentos das asas. Uma aréola cósmica disparava raios atrás da nuca, provocando trovões ensurdecendo os ouvidos. A voz pronunciou os trovões foram emudecidos:
-Provais da dor, da fome, da solidão, da insanidade. Dos piores medos humanos.
Aéreos, três trovões arrebentaram, por breves segundos clareando parcialmente o lugar todo. A vitima jazia sobre a palma do colosso. No alto não enxergava as pernas, no lugar, sombria névoa ocultava os pés do titânico.
-Diante de ti a joia do profano conde infernal: Moloch. Em posse dela, terá o controle sobre os Morbos, trezentos soldados corrompidos do demônio Moloch...
Surge um trovão explodindo e clareando trezentas criaturas humanoides sob as névoas. Constituíam um batalhão. Esguios, a tez escura repleta de olhares avermelhados. Ausência de cabelos. Uma boca transversal no tórax repleta de dentes, quatro dedos, garras com 5 centímetros com bocas nas palmas das mãos. Em uníssono proferem:
-HONRA AO MESTRE, HONRA AO NOVO CAMPEAO...
O gigante voltou a falar:
-Exijo algo em troca, me ofereças _______ e recebera o controle do exército Moloch. Em recompensa proporcionaram proteção aos seus iguais. A menor presença do perigo, vão se corporificar através das sombras a fim de consumir a enfermidade que lhe atormenta. Faço-te a oferta, _______, rebento de______, aceitas ser o senhor da vitória?
As palavras iniciaram uma nova bateria de acontecimentos. O colar retirado, a proposta aceita, os cadáveres voltaram a tremer, o coração a pulsar, diante das pulsações as bocas iam dilatando, esganiçando os dentes. A entidade assopra uma névoa rubra contra o jovem. O corpo estremece, saindo uma espécie de aura arroxeada do menino. Os gases oscilavam no ar, em forma semelhante ao corpo do mesmo. O coração corrupto estende a língua, envolvendo a segunda personalidade, exercendo um efêmero jogo de forças. A aura, Êgron, era intensa, se fixava no corpo, travando um duelo contra o coração corrupto. O translucido fantasma gritava, ecoando um forte estampido pelos confins da inexistência, a aura bradava exaltada, desejava continuar no seu corpo. Até que o paliativo músculo puxou ______ até surgir à personalidade original do contratante, mostrando um pedaço, de cor cianótica e florescente, assim que a oferta entrou nos lábios, os dentes encerraram. Abscindindo e separando ambas as personalidades, a original estaria voltando quando o colar de Moloch emitiu um ofuscante brilho escarlate. Liberando um gás de mesma tonalidade que se acoplou na aura azulada, unindo as essências. Cunhando uma ligação entre os 300 soldados e o rapaz. Os pés tocaram o nada e o corpo despencaria enquanto todas as luzes existentes obscureciam. A face da morte seria saboreada novamente.
Dentro do salão principal do Soberano Caótico uma fissura rubra arrebentou o chão, uma enorme boca cheia de dentes rasgou o solo, com a língua negra, cheia de azuladas veias, sendo expelida pra fora. Transmutações ocorreram e azuis patas de baratas dilaceraram a língua do interior pra fora. Estas abriram a carne azul, mostrando um negro coração com três metros de diâmetro, com vários olhos e bocas verticais. A maior se abriu e vomitando uma viscoso liquido preto, expelindo junto uma gosmenta bolsa, semelhante a um ovo, chispando brilhos, no tamanho de um humano adulto. Caiu no chão. Em segundos língua retornou pra fissura. E a mesma foi selada pros confins da inexistência. A esfera se rompeu e o jovem ______ jazia em seu interior, o corpo mais magro que outrora, os trajes melecados, grudavam na pele, ensopado pela substancia azul. Literalmente renascido.
-Exijo algo em troca, me ofereças _______ e recebera o controle do exército Moloch. Em recompensa proporcionaram proteção aos seus iguais. A menor presença do perigo, vão se corporificar através das sombras a fim de consumir a enfermidade que lhe atormenta. Faço-te a oferta, _______, rebento de______, aceitas ser o senhor da vitória?
As palavras iniciaram uma nova bateria de acontecimentos. O colar retirado, a proposta aceita, os cadáveres voltaram a tremer, o coração a pulsar, diante das pulsações as bocas iam dilatando, esganiçando os dentes. A entidade assopra uma névoa rubra contra o jovem. O corpo estremece, saindo uma espécie de aura arroxeada do menino. Os gases oscilavam no ar, em forma semelhante ao corpo do mesmo. O coração corrupto estende a língua, envolvendo a segunda personalidade, exercendo um efêmero jogo de forças. A aura, Êgron, era intensa, se fixava no corpo, travando um duelo contra o coração corrupto. O translucido fantasma gritava, ecoando um forte estampido pelos confins da inexistência, a aura bradava exaltada, desejava continuar no seu corpo. Até que o paliativo músculo puxou ______ até surgir à personalidade original do contratante, mostrando um pedaço, de cor cianótica e florescente, assim que a oferta entrou nos lábios, os dentes encerraram. Abscindindo e separando ambas as personalidades, a original estaria voltando quando o colar de Moloch emitiu um ofuscante brilho escarlate. Liberando um gás de mesma tonalidade que se acoplou na aura azulada, unindo as essências. Cunhando uma ligação entre os 300 soldados e o rapaz. Os pés tocaram o nada e o corpo despencaria enquanto todas as luzes existentes obscureciam. A face da morte seria saboreada novamente.
Dentro do salão principal do Soberano Caótico uma fissura rubra arrebentou o chão, uma enorme boca cheia de dentes rasgou o solo, com a língua negra, cheia de azuladas veias, sendo expelida pra fora. Transmutações ocorreram e azuis patas de baratas dilaceraram a língua do interior pra fora. Estas abriram a carne azul, mostrando um negro coração com três metros de diâmetro, com vários olhos e bocas verticais. A maior se abriu e vomitando uma viscoso liquido preto, expelindo junto uma gosmenta bolsa, semelhante a um ovo, chispando brilhos, no tamanho de um humano adulto. Caiu no chão. Em segundos língua retornou pra fissura. E a mesma foi selada pros confins da inexistência. A esfera se rompeu e o jovem ______ jazia em seu interior, o corpo mais magro que outrora, os trajes melecados, grudavam na pele, ensopado pela substancia azul. Literalmente renascido.








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