História e Breve Biografia de Raphael (Em construção)
Raphael nasce numa família nada convencional. Sendo o mais novo de sete filhos. Este grupo familiar composto pelos membros da máfia italiana. Profissionais no mundo dos negócios obscuros. Assassinos, contrabandistas, senhores do crime, da corrupção, patrocinadores da prostituição ilegal. Pessoas da mais baixa estirpe, que controlam os negócios europeus. Um grupo tradicional, conhecido pelas 25 gerações, datada historicamente por volta de 300 D.C. .Sendo originaria da Sardenha, na Itália. Magnus Lupus, significa Lobos Magnânimos, uma referencia a Rômulo e Remo, os fundadores de Roma. Quando pequenos, sobreviveram por conta de uma loba, que se tornou a mãe deles, protegendo-os e criando uma lenda que penetrou em por 2700 anos. Os Magnanimos sobreviveram durante 2 milênios, até os dias de hoje. Sendo a mais antiga família a sobreviver por tanto tempo, na Europa. Hoje em dia, habitam a Sicília, dividindo o poder dos soturnos negócios da Europa, com 3 famílias: Dampierre, Yerik e Frambrurgos. Os Magnus dispõe do controle sobre as demais famílias. Sendo vitoriosos nas duas ultimas seleções.
Existe um acordo de cavalheiros entre as famílias. Onde cada casa depende da outra, para que o sistema funcione. Um maquinário que deve estar em acordo para girar o sistema adequadamente. Há cada 7 anos, as 4 casas realizam o evento da seleção: O illuminatus. Nele se define a família que tomara a liderança dos negócios por 7 anos. Sendo escolhidos 3 jovens para representa-los no torneio dos gladiadores.
Os mesmos, são instruídos desde muito pequenos sobre todos os estilos de lutas conhecidas pelo homem, técnicas mais eficazes assassinato, tortura, os tornando máquinas frias e controladoras da vida. Estudam línguas, exatas e humanas para entender o organismo humano e aprender o método mais eficaz para repara-lo e destruí-lo. Todo esse treinamento para serem convocados no Iluminatus. Entre os 12 convocados, apenas 1 se consagra, como o iluminado. Aquele que trará luz para sua casa.
Raphael como Magnus foi convocado para a pré-seleção pro o Illuminatus. Não concordava com os princípios e desígnios da família. Então de propósito perdeu para Lucius, o 3° irmão. Acabando por não passar na prova que o conduziria para o torneio tão aguardado. Foi torturado, castigado e isolado de qualquer contato. O rapaz sabia de todo peso e responsabilidade que cairia nas suas costas. Então foi muito rechaçado por todos da família. Passou cinco meses exilado nas masmorras do castelo Madness Goutenberg III.
Quando solto, já com 17 anos, abandonou a cruel família, para seguir uma vida solitária. Indo estudar artes em Paris, onde passou anos se instruindo com os melhores professores de arte clássica e moderna. Até que se formou em história da arte, tornando professor no museu do Louvre em Paris. Magnus foi arrebatado pelo amor de uma aluna: Madelene Merlux. Por volta de 5 anos, o casal deu fruto: Marie Merlux. Dois anos passaram e Marie adoeceu de câncer no cérebro, vindo a óbito dois meses antes de completar 3 anos. Madelene, nunca perdoou, o culpando pela morte da criança. Separou-se dele tão logo . O homem entrou numa crise de depressão grave, tentou cometer suicídio duas vezes.
Na primeira vez tomou um coquetel de metanfetaminas misturadas com whisky e tequila. Sofreu overdose, entrando em coma durante 9 meses. Período que começou a mudar sua vida. Tendo visões de outras pessoas, que eram perturbadoras, passavam em épocas e lugares distintos. Quando despertou, sua vida havia mudado para sempre. Desde então, recebia memórias que não pertenciam a ele. Consultou-se com psicólogos, psiquiatras e todo tipo de especialistas da mente. Todos com o mesmo diagnóstico: distúrbio dissociativo de múltiplas personalidades.
Fim de tarde, o firmamento colorido em alaranjado. Pela pavimentada Avenida Joana d'Arc peregrinava Magnus, em trajes sociais, o terno sobre o ombro, em plena atividade a metrópole pulsava a toda energia. Ele: o único que não escutava nada, o silencio reinava na sua corroída mente. Trinta minutos antes, lecionava história da arte no Louvre, ao fim do expediente resolveu visitar a lança francesa: Torre Eiffel. Foi em Grain Doré, tomar alguns goles do mais saboroso café parisiense. O liquido quente expelia um doce aroma através de uma serpentina fumaça. Chegou à torre depois de 40 minutos caminhando. Pra entrar pagou alguns euros , embarcou na fila. Distantes eram seus olhos fundos. Esperou paciente até o elevador chegar. Observando a estrutura de aço, a prendê-lo numa jaula. O rubro elevador desceu, as portas deslizaram para o lado, exibindo o interior bem iluminado em metal cromado com janelas translucidas e carpete vermelho. Foi pro interior, entraram várias pessoas juntas: mulheres, homens, alguns senhores e duas garotinhas. O elevador ia acendendo em direção ao céu, as pessoas foram ficando pelos andares. Deixando Raphael acompanhado com um casal e duas menininhas, na casa dos 7 a 9 anos. Em família, davam risadas numa alegria contagiante. O pai muito atencioso brincava com suas meninas, abraçando as duas. Um sorriso brotava nos lábios da mãe, toda orgulhosa pela sua maravilhosa família. O professor abaixava seus olhos, se virando em direção da janela. Seus olhos tentavam se perder nas luzes de Paris, mais era puxado para o reflexo dos quatro. Contorceu os lábios, suprimindo o brado que teimada em escapada. Tomado pela excruciante dor em seu peito. Puxava o alvo tecido da camisa. Brotando veias na dorsal da sua mão.
Em seu destino chegou, o casal desceu e o rapaz foi logo atrás. De cabeça baixa, escondia suas lágrimas, seu espirito atormentado. Correndo próximo aos seus pés uma menininha. Cabelos negros, amarrados em chuquinhas, olhos verdes, rostinho redondo, branquinha, usando um vestidinho rosa. Conhecia aquelas feições como se fosse suas: Marie Magnus. Seus olhos miravam seu pai, chamando com as mãozinhas pra ele segui-la. Conturbado, ele se apegou aquela lembrança, seguindo os passos da rebenta. Um sorriso brotou dos lábios do desafortunado. Marie corria e seu pai ia atrás, virou pra esquerda sumindo das vistas do professor. Quando alcançaria ela, já não estava mais lá. Há cinco anos, sua pequena Marie lhe proporcionava alegria, seu amor pela filha, era o maior sentimento que já havia sentido na vida. E num passe de mágica perdeu sua menina para o câncer.
Ela tinha tudo pra crescer, ser uma menina feliz. Mais não, seu destino foi trágico. Raphael não aceitava a perda, se recusava. Queria ter trocado de lugar com ela. Marie não merecia isso. Escorou seus braços sobre o parapeito metálico, a brisa beijava sua face. Seus olhos sem destino, levava a esposa Madelene e a filha Marie, pra visitar a torre. Será aquela visão um fragmento das lembranças? Ou o fantasma da pequena, vindo assombra-lo? Sentia-se culpado, queria ter feito mais. Porem, o câncer sobrepujou as tentativas do pai. Esgueirou os olhos pela extensão metálica das barras. Na extremidade da barra, Marie materializada sorria pra ele. Fazendo-lhe um convite. –Sai dai filha, papai vai te pegar, não se meche, nãooooooooooo! – A garota deixou seu corpo perder a força, sendo puxado pela gravidade. Magnus transpôs o parapeito, amargurado iria seguir a filha, onde quer que ela fosse.
Tudo se explicou ao tentar o 2° suicídio. Pretendia se jogar da torre Eiffel. Quando no ultimo segundo, sua visão sofreu um blackout e Raphael desmaiou. Presenciou a visão mais estranha que já havia tido. Dessa vez não era apenas uma visão, uma memória. Mais estava acontecendo, não era espectador, participava da cena. Estava num amplo espaço, o chão de mármore negro, as paredes douradas com vários quadros e figuras que nunca havia botado os olhos. Se quer conhecia algum, de tantos quadros que ele conhecia. Monarcas, estranhas criaturas, seres saídos dos contos de fadas, pintados nos quadros. Sentado num trono cromado e mecânico, oque se assemelhava a um homem. De cabelos alvos e compridos, na mesma medida que a estatura dele. Os cabelos lisos ondulavam no ar, em movimentos aquáticos, era uma visão etérea. Seus olhos eram vermelhos como lágrimas de sangue. Vestia oque parecia ser um quimono branco com detalhes florais. Oque mais chamava a atenção, era sua mandíbula mecânica. Que fazia dele uma junção do mecânico com orgânico. Carregava oque se assemelhava a um cetro cromado. Era Luxor, uma existência de enigmática. O mensageiro que lhe traria a concepção da verdade.
-Me chamo Luxor, prazer em conhecê-lo Raphael Magnus. Peço que não se assuste, não vim lhe cometer agressão. Vim para te elucidar quanto às visões que passou a ter durante o período em que esteve em coma. Passei por situação similar, durante um período correspondente a ti. Nove meses. Esse foi o tempo necessário para sua mente ser reformulada. Período que seu cérebro se regenerou do dano causado por você. Chegou perto da morte muitas vezes durante sua vida. Destas ultimas vezes, esteve tão perto, que sentiu o bafo dela na sua cara. Aproximadamente 3 humanos entre dois bilhões, passam pelo mesmo processo. Visões inexplicadas, pessoas que se quer você viu na vida. Sua mente foi reformulada para receber memórias de outras existências, do passado, do futuro e de outras dimensões. Pertenço a dimensão Tenebrae. Esse fenômeno nos torna conhecidos como Paradoxos. Somos receptores e emissores de memórias. Partes de nossas vidas são emitidas pra outros Paradoxos e como eu. Existem Paradoxos com alto grau de conhecimento sobre os planos existenciais. Em Tenebrae sou tido como: O Esclarecedor. Sou a luz nas sombras. Existem outros tão poderosos e elucidados quanto eu. Que virão atrás de você, virão atrás das memórias que nos conectam. Paradox são portais dimensionais e temporais, que trazem a tona segredos da ciência oculta. Ligando suas mentes com outros paradox de tempos e realidades distintas. Quando a memória pertencia a um Paradox de auto nível, elas se conectavam a mente do receptor em consciências, ou seja, a personalidade e memória do difusor tomava conta do receptor. No seu mundo somos tidos como sobrenaturais, deuses, extraterrestres, existências que vão além da sua compreensão, existências que criaram as fundações do universo. Eu sou oque mais perto vocês conhecem: por mago. Manipulador das 9 esferas do conhecimento universal. Você esta apto para receber minha graça. Vou lhe proteger com a dadiva da decima esfera: A dualidade do Principio e o Fim.

O rapaz aceitou receber a graça do mago paradox. Luxor encostou o cetro no peito de Raphael, sua roupa foi queimada, o metal ardia como chamas. Entrando em contato com a pele do professor. Escutou-se a pele espocando e queimando. Cheiro de carne abrasada. Bradou pela dor, insuportável aguentar a sensação. Retirou o cetro, deixando pra trás um anagrama composto por outros nove diagramas. Tendo escrituras na língua dos magos Tenebrianos. Luxor terminou de esclarecê-lo antes de desaparecer:
-Passara pela mesma dor todas as vezes que alguém “elucidado” tentar lhe infligir sofrimento. A partir de hoje sua existência negara a existência do oculto e falsos Deuses caíram perante o humano. Preciso de ti vivo, quando suas esperanças falharem e encontrarem seu calcanhar de Aquiles, tomarei posse da sua existência.
Palavras essas que foram repetidas na mente do homem. Permaneceu um receio de tudo isso. Desde então outras pessoas semelhantes começaram a surgir. Homens e mulheres que podiam controlar a autocombustão humana, controlar os elementos da natureza , as quatro forças elementais, exímios criadores e manipuladores das nove esferas da magia. Raphael não tinha nenhum poder propriamente dito. No entanto seu corpo era capaz de fortalecer as tramas da realidade, tornando a manifestação sobrenatural muito difícil. Anulando manifestações antinaturais que entrassem em contato com ele.
NOME: Magnus Lupus
IDADE: 27 anos
ESTILO DE LUTA: Próprio, aprimorado pelo Muay Boran.
ESTILO DE COMBATENTE: Multifuncional.
HISTÓRIA: Sétimo filho dos Magnânimos Lobos de Mercanum, segunda família na jurisdição da pátria. Constituído por uma infância árdua, através de uma desgastante doutrina marcial, desenvolvida na arte do algoz silencioso. Cresceu em meio a intrigas, em base de fabulações. Sendo exilado nas masmorras do castelo Madness Goutenberg III pelos familiares ascendentes. Em represaria a ciência outrora obtusa. Através desse período recluso, entrou em contato com o druida, um mestre manipulador das artes ancestrais. Sendo transferida pelo ancião a doutrina do alvorecer. Necessária para uma fuga sombria diante dos famigerados olhos de Geoscasta, o flagelo profano. Escapou com exito através de um estratagema habilidoso, desde então, edifica um plano afim de subjugar os responsáveis pela sua desventura. [+Detalhes do enredo obtidos através de interpretações]
Existe um acordo de cavalheiros entre as famílias. Onde cada casa depende da outra, para que o sistema funcione. Um maquinário que deve estar em acordo para girar o sistema adequadamente. Há cada 7 anos, as 4 casas realizam o evento da seleção: O illuminatus. Nele se define a família que tomara a liderança dos negócios por 7 anos. Sendo escolhidos 3 jovens para representa-los no torneio dos gladiadores.
Os mesmos, são instruídos desde muito pequenos sobre todos os estilos de lutas conhecidas pelo homem, técnicas mais eficazes assassinato, tortura, os tornando máquinas frias e controladoras da vida. Estudam línguas, exatas e humanas para entender o organismo humano e aprender o método mais eficaz para repara-lo e destruí-lo. Todo esse treinamento para serem convocados no Iluminatus. Entre os 12 convocados, apenas 1 se consagra, como o iluminado. Aquele que trará luz para sua casa.
Raphael como Magnus foi convocado para a pré-seleção pro o Illuminatus. Não concordava com os princípios e desígnios da família. Então de propósito perdeu para Lucius, o 3° irmão. Acabando por não passar na prova que o conduziria para o torneio tão aguardado. Foi torturado, castigado e isolado de qualquer contato. O rapaz sabia de todo peso e responsabilidade que cairia nas suas costas. Então foi muito rechaçado por todos da família. Passou cinco meses exilado nas masmorras do castelo Madness Goutenberg III.
Quando solto, já com 17 anos, abandonou a cruel família, para seguir uma vida solitária. Indo estudar artes em Paris, onde passou anos se instruindo com os melhores professores de arte clássica e moderna. Até que se formou em história da arte, tornando professor no museu do Louvre em Paris. Magnus foi arrebatado pelo amor de uma aluna: Madelene Merlux. Por volta de 5 anos, o casal deu fruto: Marie Merlux. Dois anos passaram e Marie adoeceu de câncer no cérebro, vindo a óbito dois meses antes de completar 3 anos. Madelene, nunca perdoou, o culpando pela morte da criança. Separou-se dele tão logo . O homem entrou numa crise de depressão grave, tentou cometer suicídio duas vezes.
Na primeira vez tomou um coquetel de metanfetaminas misturadas com whisky e tequila. Sofreu overdose, entrando em coma durante 9 meses. Período que começou a mudar sua vida. Tendo visões de outras pessoas, que eram perturbadoras, passavam em épocas e lugares distintos. Quando despertou, sua vida havia mudado para sempre. Desde então, recebia memórias que não pertenciam a ele. Consultou-se com psicólogos, psiquiatras e todo tipo de especialistas da mente. Todos com o mesmo diagnóstico: distúrbio dissociativo de múltiplas personalidades.
Fim de tarde, o firmamento colorido em alaranjado. Pela pavimentada Avenida Joana d'Arc peregrinava Magnus, em trajes sociais, o terno sobre o ombro, em plena atividade a metrópole pulsava a toda energia. Ele: o único que não escutava nada, o silencio reinava na sua corroída mente. Trinta minutos antes, lecionava história da arte no Louvre, ao fim do expediente resolveu visitar a lança francesa: Torre Eiffel. Foi em Grain Doré, tomar alguns goles do mais saboroso café parisiense. O liquido quente expelia um doce aroma através de uma serpentina fumaça. Chegou à torre depois de 40 minutos caminhando. Pra entrar pagou alguns euros , embarcou na fila. Distantes eram seus olhos fundos. Esperou paciente até o elevador chegar. Observando a estrutura de aço, a prendê-lo numa jaula. O rubro elevador desceu, as portas deslizaram para o lado, exibindo o interior bem iluminado em metal cromado com janelas translucidas e carpete vermelho. Foi pro interior, entraram várias pessoas juntas: mulheres, homens, alguns senhores e duas garotinhas. O elevador ia acendendo em direção ao céu, as pessoas foram ficando pelos andares. Deixando Raphael acompanhado com um casal e duas menininhas, na casa dos 7 a 9 anos. Em família, davam risadas numa alegria contagiante. O pai muito atencioso brincava com suas meninas, abraçando as duas. Um sorriso brotava nos lábios da mãe, toda orgulhosa pela sua maravilhosa família. O professor abaixava seus olhos, se virando em direção da janela. Seus olhos tentavam se perder nas luzes de Paris, mais era puxado para o reflexo dos quatro. Contorceu os lábios, suprimindo o brado que teimada em escapada. Tomado pela excruciante dor em seu peito. Puxava o alvo tecido da camisa. Brotando veias na dorsal da sua mão.
Em seu destino chegou, o casal desceu e o rapaz foi logo atrás. De cabeça baixa, escondia suas lágrimas, seu espirito atormentado. Correndo próximo aos seus pés uma menininha. Cabelos negros, amarrados em chuquinhas, olhos verdes, rostinho redondo, branquinha, usando um vestidinho rosa. Conhecia aquelas feições como se fosse suas: Marie Magnus. Seus olhos miravam seu pai, chamando com as mãozinhas pra ele segui-la. Conturbado, ele se apegou aquela lembrança, seguindo os passos da rebenta. Um sorriso brotou dos lábios do desafortunado. Marie corria e seu pai ia atrás, virou pra esquerda sumindo das vistas do professor. Quando alcançaria ela, já não estava mais lá. Há cinco anos, sua pequena Marie lhe proporcionava alegria, seu amor pela filha, era o maior sentimento que já havia sentido na vida. E num passe de mágica perdeu sua menina para o câncer.
Ela tinha tudo pra crescer, ser uma menina feliz. Mais não, seu destino foi trágico. Raphael não aceitava a perda, se recusava. Queria ter trocado de lugar com ela. Marie não merecia isso. Escorou seus braços sobre o parapeito metálico, a brisa beijava sua face. Seus olhos sem destino, levava a esposa Madelene e a filha Marie, pra visitar a torre. Será aquela visão um fragmento das lembranças? Ou o fantasma da pequena, vindo assombra-lo? Sentia-se culpado, queria ter feito mais. Porem, o câncer sobrepujou as tentativas do pai. Esgueirou os olhos pela extensão metálica das barras. Na extremidade da barra, Marie materializada sorria pra ele. Fazendo-lhe um convite. –Sai dai filha, papai vai te pegar, não se meche, nãooooooooooo! – A garota deixou seu corpo perder a força, sendo puxado pela gravidade. Magnus transpôs o parapeito, amargurado iria seguir a filha, onde quer que ela fosse.
Tudo se explicou ao tentar o 2° suicídio. Pretendia se jogar da torre Eiffel. Quando no ultimo segundo, sua visão sofreu um blackout e Raphael desmaiou. Presenciou a visão mais estranha que já havia tido. Dessa vez não era apenas uma visão, uma memória. Mais estava acontecendo, não era espectador, participava da cena. Estava num amplo espaço, o chão de mármore negro, as paredes douradas com vários quadros e figuras que nunca havia botado os olhos. Se quer conhecia algum, de tantos quadros que ele conhecia. Monarcas, estranhas criaturas, seres saídos dos contos de fadas, pintados nos quadros. Sentado num trono cromado e mecânico, oque se assemelhava a um homem. De cabelos alvos e compridos, na mesma medida que a estatura dele. Os cabelos lisos ondulavam no ar, em movimentos aquáticos, era uma visão etérea. Seus olhos eram vermelhos como lágrimas de sangue. Vestia oque parecia ser um quimono branco com detalhes florais. Oque mais chamava a atenção, era sua mandíbula mecânica. Que fazia dele uma junção do mecânico com orgânico. Carregava oque se assemelhava a um cetro cromado. Era Luxor, uma existência de enigmática. O mensageiro que lhe traria a concepção da verdade.
-Me chamo Luxor, prazer em conhecê-lo Raphael Magnus. Peço que não se assuste, não vim lhe cometer agressão. Vim para te elucidar quanto às visões que passou a ter durante o período em que esteve em coma. Passei por situação similar, durante um período correspondente a ti. Nove meses. Esse foi o tempo necessário para sua mente ser reformulada. Período que seu cérebro se regenerou do dano causado por você. Chegou perto da morte muitas vezes durante sua vida. Destas ultimas vezes, esteve tão perto, que sentiu o bafo dela na sua cara. Aproximadamente 3 humanos entre dois bilhões, passam pelo mesmo processo. Visões inexplicadas, pessoas que se quer você viu na vida. Sua mente foi reformulada para receber memórias de outras existências, do passado, do futuro e de outras dimensões. Pertenço a dimensão Tenebrae. Esse fenômeno nos torna conhecidos como Paradoxos. Somos receptores e emissores de memórias. Partes de nossas vidas são emitidas pra outros Paradoxos e como eu. Existem Paradoxos com alto grau de conhecimento sobre os planos existenciais. Em Tenebrae sou tido como: O Esclarecedor. Sou a luz nas sombras. Existem outros tão poderosos e elucidados quanto eu. Que virão atrás de você, virão atrás das memórias que nos conectam. Paradox são portais dimensionais e temporais, que trazem a tona segredos da ciência oculta. Ligando suas mentes com outros paradox de tempos e realidades distintas. Quando a memória pertencia a um Paradox de auto nível, elas se conectavam a mente do receptor em consciências, ou seja, a personalidade e memória do difusor tomava conta do receptor. No seu mundo somos tidos como sobrenaturais, deuses, extraterrestres, existências que vão além da sua compreensão, existências que criaram as fundações do universo. Eu sou oque mais perto vocês conhecem: por mago. Manipulador das 9 esferas do conhecimento universal. Você esta apto para receber minha graça. Vou lhe proteger com a dadiva da decima esfera: A dualidade do Principio e o Fim.

O rapaz aceitou receber a graça do mago paradox. Luxor encostou o cetro no peito de Raphael, sua roupa foi queimada, o metal ardia como chamas. Entrando em contato com a pele do professor. Escutou-se a pele espocando e queimando. Cheiro de carne abrasada. Bradou pela dor, insuportável aguentar a sensação. Retirou o cetro, deixando pra trás um anagrama composto por outros nove diagramas. Tendo escrituras na língua dos magos Tenebrianos. Luxor terminou de esclarecê-lo antes de desaparecer:
-Passara pela mesma dor todas as vezes que alguém “elucidado” tentar lhe infligir sofrimento. A partir de hoje sua existência negara a existência do oculto e falsos Deuses caíram perante o humano. Preciso de ti vivo, quando suas esperanças falharem e encontrarem seu calcanhar de Aquiles, tomarei posse da sua existência.
Palavras essas que foram repetidas na mente do homem. Permaneceu um receio de tudo isso. Desde então outras pessoas semelhantes começaram a surgir. Homens e mulheres que podiam controlar a autocombustão humana, controlar os elementos da natureza , as quatro forças elementais, exímios criadores e manipuladores das nove esferas da magia. Raphael não tinha nenhum poder propriamente dito. No entanto seu corpo era capaz de fortalecer as tramas da realidade, tornando a manifestação sobrenatural muito difícil. Anulando manifestações antinaturais que entrassem em contato com ele.
NOME: Magnus Lupus
IDADE: 27 anos
ESTILO DE LUTA: Próprio, aprimorado pelo Muay Boran.
ESTILO DE COMBATENTE: Multifuncional.
HISTÓRIA: Sétimo filho dos Magnânimos Lobos de Mercanum, segunda família na jurisdição da pátria. Constituído por uma infância árdua, através de uma desgastante doutrina marcial, desenvolvida na arte do algoz silencioso. Cresceu em meio a intrigas, em base de fabulações. Sendo exilado nas masmorras do castelo Madness Goutenberg III pelos familiares ascendentes. Em represaria a ciência outrora obtusa. Através desse período recluso, entrou em contato com o druida, um mestre manipulador das artes ancestrais. Sendo transferida pelo ancião a doutrina do alvorecer. Necessária para uma fuga sombria diante dos famigerados olhos de Geoscasta, o flagelo profano. Escapou com exito através de um estratagema habilidoso, desde então, edifica um plano afim de subjugar os responsáveis pela sua desventura. [+Detalhes do enredo obtidos através de interpretações]


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